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Eleição em Minas reflete quadro nacional

As disputas para presidente da República e governador, em Minas, estão polarizadas e com chances mínimas de surgimento de um nome alternativo. Já a disputa para o Senado ainda é uma incerteza, começar pelas candidaturas. Aécio Neves que aparece liderando as pesquisas de intenção de voto ainda não decidiu se tenta novamente o Senado ou se renova o mandato na Câmara Federal correndo riscos menores. Apesar dos altos índices de rejeição de Jair Bolsonaro e Lula (foto), a polarização da disputa está consolidada e, mostra a pesquisa eleitoral realizada com apoio da VB Comunicação nenhum das pré-candidaturas existentes apresenta potencial de crescimento capaz de alterar o quadro eleitoral que, a considerar as intenções de voto dos mineiros deve ser decidido mesmo no segundo turno. 

O perfil dos votos para presidente 

Com uma frente de 12 pontos percentuais, Lula lidera a disputa em Minas: 40,7% a 29,0% para o Bolsonaro. Vale lembrar que esses números já foram bem maiores em vários levantamentos nos últimos dois meses no estado. Lula lidera no Centro-Oeste, 63,0% a 20,0%; Na RMBH, 59% a 24%, e no Vale do Jequitinhonha, região mais pobre do estado, 59 a 18 pontos percentuais. O eleitorado mais jovem é o mais entusiasta do ex-presidente (49% a 26%), com o eleitorado mais pobre e o público feminino. Bolsonaro concentra votos nas regiões do Vale do Aço e Zona da Mata, respectivamente, 45 a 34, e, 43 a 30. Seus melhores resultados são entre os eleitores de curso superior, 33% contra 40% de Lula. Também entre o público de maior renda, onde repete a polarização, 31% a 34%.

Zema lidera 

Em Minas, para governador, Zema obteve na pesquisa 43%, contra, 30% de Kalil, uma diferença de 13%. Juntos somam 73%. Enquanto Zema lidera na metade das doze regiões, Kalil se sustenta principalmente na sua vitrine, BH, com 41% a 25%. Zema puxa o público masculino, com 47% a 30% de Kalil, o público mais velho, o mais pobre e, também, o mais rico. Assim como na disputa presidencial, não há margem para o surgimento de uma terceira via. Ao contrário, a tendência é de aumento da polarização com a entrada de Lula na disputa mineira no palanque de Kalil que, até aqui, tem evitado associar-se politicamente a Bolsonaro, como fez na disputa de 2018. 

Surpresas no Senado. 

Surpresas mesmo estão na eleição para senador. Aécio Neves entra no cenário com 14%, empatando tecnicamente com Cleitinho, um deputado estadual de primeiro mandato com 17%. Aécio tem a maior rejeição, 12%, contra 3% de Cleitinho. Em um segundo bloco empatam tecnicamente todos os outros candidatos, destacando um novato na política, que nunca foi parlamentar, Arcanjo Pimenta, do MDB que com 3% empata tecnicamente com grandes caciques da política, Dinis Pinheiro (6,8%), Marcelo Álvaro Antônio (6,6%), Alexandre Silveira, 6,2%. O curioso é que sua rejeição, claro por ser desconhecido dos eleitores soma, 0,3% contra rejeições acima dos 4 pontos percentuais desses caciques da política mineira. Chama à atenção ainda na eleição para senador o alto índice de eleitores indecisos, 42%, percentual superior à soma, por exemplo, dos 3 candidatos melhores pontuados (38%), ou seja, a eleição para Senado, ao contrário dos pleitos para presidente e governador está totalmente aberta, possibilitando que qualquer candidato ganhe essa única vaga para o senado, inclusive com reais chances para um lobo solitário, Arcanjo, único desconhecido do público, e que nunca foi parlamentar. (Foto reprodução internet)

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