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Nem Lula, nem Bolsonaro: chamem o Temer

Por Paulo César de Oliveira
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Michel Temer (foto:cWalter Campanato/Agência Brasil)

Ex-ministro de Michel Temer (foto: Walter Campanato/Agência Brasil) e aliado histórico, Carlos Marun afirma que pretende procurá-lo nesta semana para defender sua candidatura à presidência da República. A motivação é clara: rejeição à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Marun diz não votar em Lula pelo antagonismo do petista com Temer desde o impeachment de Dilma Rousseff e critica Flávio por gestos externos, como visita a Israel, em discordância com o governo de Benjamin Netanyahu. Defensor da retomada do protagonismo do centro, elogia Ratinho Júnior e Eduardo Leite, mas sustenta que a bandeira centrista se ajusta melhor ao MDB. Para Marun, Temer seria ao menos um candidato relevante para tensionar o duopólio eleitoral.

Legado maior do que disputa

“Fui um presidente muito impopular, mas hoje sou um ex-presidente popularíssimo. As pessoas reconhecem o que fizemos.” Em entrevista à revista Veja desta semana, o ex-presidente Michel Temer ofereceu sua perspectiva sobre diversos assuntos: avalia que a população já se cansou da polarização, que é preciso moderação nas palavras em nome da estabilidade no país, que impedir o Lula de se candidatar somente pela idade, como sugeriu a publicação The Economist é etarismo. Temer está em paz com a história que escreveu e, afirma ele, sem arrependimentos. “Fiz o que deveria fazer e saí com certa dignidade.”

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