A movimentação do candidato Romeu Zema (foto Andressa Anholete/Agência Senado), nos últimos dias, não deixa dúvidas: ele roubou a cena, furou várias bolhas e é o fato novo mais relevante no cenário das eleições, com desdobramentos, inusitados. Até aqui, Zema é o único candidato que parece ter roçado a polarização existente entre o presidente Lula e herdeiros do ex-presidente Jair Bolsonaro. A adição, hoje, no seu discurso de campanha, se eleito, de levar à cabo um profundo processo de privatização, incluindo o Banco do Brasil e a Petrobrás, além de promover cortes drásticos nos supersalários e gastos tidos como supérfluos e, também, de oferecer combate ao grupo rotulado como os intocáveis, caiu no gosto dos eleitores.
Está se comunicando muito bem, sem volteios. Nenhum outro candidato foi tão contundente e assertivo em sua campanha como o ex-governador de Minas. Brasília balançou e o país poderá ser balançado também.











