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Renata Ferreira Leles Dias: criadora de soluções para a maior rede de hospitais de Minas

Paulo César de Oliveira
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Renata Ferreira Leles Dias (foto: Divulgação/Fhemig)

Ela é presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e sob sua gestão estão 16 hospitais estaduais do SUS e ainda o sistema de captação de órgãos, o MG Transplante. Na rotina de Renata Ferreira Leles Dias (foto: Divulgação/Fhemig), – 40 anos, servidora pública especialista em políticas públicas e gestão governamental, estão desde a lida com detalhes que envolvem licitações de saúde pública até a construção de um complexo hospitalar economicamente sustentável para substituir estruturas antigas para atividades que exigem inovações. Renata Dias, graduada pela UFMG em Ciências Contábeis, é uma criadora de soluções que encontrou na equipe da Fhemig o apoio para colocar suas ideias em prática. Com a entrevista da presidente da Fhemig o Blog do PCO homenageia as mulheres protagonistas neste Dia Internacional das Mulheres.

Sua formação é totalmente direcionada à área pública. O que esta formação especializada agrega aos serviços de saúde? 

Agilidade, aperfeiçoamento nos processos, ganho de produtividade. Para tudo isso há indicadores. Minha capacitação permitiu que eu chegasse à frente da Fundação com ferramentas de gestão e inovações que não haviam sido experimentadas. Desenvolvemos um novo planejamento agregando o conceito de rede, de sinergia. Partimos do fortalecimento da governança corporativa e estabelecemos objetivos e metas claras para os 13 mil servidores.

Quais inovações são essas e que resultados elas trouxeram? 

Novas formas de adquirir insumos. A criação de um marketplace – a exemplo do Magalu. Os hospitais fazem suas compras diretamente, entram no portal, compram online, o pagamento é feito em 15 dias. Construímos o portal, fizemos a pré-qualificação de insumos, fornecedores, medicamentos. Só está ali o que tem qualidade. Outra inovação é a captação de médicos por credenciamento para plantões; a iniciativa corrige possíveis buracos na escala. Depois, criamos o serviço de gestão de escala pelo consórcio de saúde credenciado, responsável por não deixar faltar médicos. A Fhemig vai fazer o Oprema Mais, Fhemig, com agenda ampliada de cirurgias aos sábados para acelerar a fila. Fizemos no último sábado, em Barbacena, 20 cirurgias, simultaneamente. 

A cada 10 profissionais da área de saúde, sete são mulheres, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), 70% dos servidores são mulheres. A que você atribui a predominância feminina na área da saúde?

Historicamente, as categorias que compõem nossa mão de obra são femininas: enfermeiras, auxiliares de enfermagem, psicólogas, fisioterapeutas. A mulher cuidar está na história da humanidade. Estava em minha segunda semana de Fhemig quando estive no Conselho Estadual de Saúde, ouvi de muitas que estavam se sentindo representadas comigo.

Uma das mais importantes iniciativas da Fhemig – o leilão do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio – teve você à frente. O Consórcio de Saúde HoPE venceu a disputa. Por que este leilão foi tão importante e onde sua atuação esteve presente? Como é este modelo de gestão? E quando começará a funcionar?

Minha atuação começou quando eu tive a ideia de construir o hospital por meio de uma PPP (parceria público privada). Hospitais como os nossos, que têm 100 leitos, não são sustentáveis. Então, apresentei ao secretário Fábio estudos sobre vantagens de um complexo hospitalar e da modalidade PPP. A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais nos ajudou contratando o Banco Mundial para fazer o desenho da engenharia, o cálculo econômico-financeiro, o pré-projeto ambiental. Tivemos sucesso com o leilão até que a segunda colocada entrou na justiça. Infelizmente, não há previsão, mas a magistratura entende a urgência do projeto, que é transformador. 

Em que sentido o projeto é transformador? 

As equipes estarão integradas em um mesmo espaço, que oferecerá um pool de serviços e tecnologia com 400 leitos. O prédio é novo, a tecnologia, equipamentos novos, vai ter radioterapia, um ambiente melhor para médicos, servidores e mais conforto para o paciente. Será o primeiro hospital construído pela Fhemig. A expectativa é de que comece a funcionar em 2029. Fui a todos os hospitais contar aos servidores. Quero que todos se sintam participantes. Esta é a minha maior realização na Fhemig.

Raquel Ayres

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