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Jogo de imagens

Paulo César de Oliveira
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camisa da seleção (foto Nike)

Igor Carvalho de Lima

Falando de futebol, que tem tudo a ver com política, a seleção brasileira estreou nesta  quinta-feira, 26/03, sua nova camisa azul, semelhante ao primeiro uniforme da França, adversária do amistoso que nos venceu com facilidade, em ujm placar de 2×1 para a França, que usou seu segundo uniforme, o branco. Só para lembrar, o amarelo canarinho foi meio deixado de lado para minimizar a associação com a extrema direita bolsonarista. Um jogo de imagem que até agora não apresentou resultado no que realmente interessa: o futebol.

 Nesta mesma linha, os famosos pré-candidatos vão tentando construir sua imagem mais competitivas. Enquanto Lula e Bolsonaro disputam quem seria o “carro Opala mais velho”, Flávio fez a dancinha “Funk do 01” em evento na Paraíba. Viralizou e consegue abrir um caminho interessante e diferente do pai: uma figura mais humana e menos ortodoxa, afinal os carrancudos não dançam, reclamam o tempo todo. Estratégia ousada do candidato do PL, pois tem muito eleitor do centro de saco cheio de brigas polarizadas, como já tratamos em artigos anteriores.

Também nas redes sociais temos a máxima: “hoje em dia só permanece obeso quem não tem dinheiro para comprar Mounjaro”. E parece que o atual governador de Minas não bobeou neste aspecto. Mateus Simões assumiu o cargo como N quilos mais magro, lente de contato, careca raspada. Enfim, diferente do pré-candidato associado ao personagem Seu Barriga da série de sucesso Chaves. No discurso, já destaca ser mais duro que Romeu Zema. O que não sabemos se chega a ser uma vantagem. Dado que Zema foi reeleito em 2022 no 1º turno com 30% de votos Zema/Lula, ou seja, flexibilidade tem seu valor eleitoral. No cenário mineiro, ainda temos o especialista em imagem popular: Cleitinho. Este tem muito que ensinar para todos no ambiente das redes sociais.

No outro lado em Minas, Rodrigo Pacheco tenta formar uma imagem psicológica na cabeça do eleitor mais de esquerda. Demora para efetivar sua candidatura, tentando gerar um clamor em torno do seu nome. Estratégia que já ficou um pouco pedante, pois nas pesquisas qualitativas o eleitor demanda uma figura determinada, com verdadeira obsessão para assumir o cargo de governador e tentar melhorar algo na vida das pessoas. Mas agora o prazo está terminando, menos de 10 dias para decidir, no mínimo, a filiação partidária.

Assim, o jogo começou e tomara que quem saia ganhando no apito final seja o eleitor de baixa renda que não aguenta mais o juro do cartão de crédito e empréstimos. O Banco Central atualizou os dados: mais de 40 milhões de brasileiros endividados, enquanto os políticos fazem jogo de imagens. (Foto Nike)

Igor Carvalho de Lima – Dono do Instituto Viva Voz, mestre em administração mercadológica e marketing, com especialização no comportamento do consumidor e do eleitor.

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