Uma das mais comemoradas escritoras brasileiras, a publicitária Carla Madeira (foto: Tião Mourão), revelou no 15º Conexão Empresarial Anual Ouro preto, como ela foi da Lápis Raro, empresa de publicidade que fundou com colegas da universidade Simone e Letícia, para o livro Tudo é Rio, um dos maiores sucessos editoriais do país nos últimos anos. Ela foi publicada em Portugal, Itália, Rússia e agora Estados Unidos e ficou entre as escritoras mais lidadas da revista Veja durante semanas. “A literatura desperta em nós a empatia, a nossa humanidade e isso não podemos perder”, afirma.
Ela se indaga como isso aconteceu. E a resposta é que não sabe dizer. Carla acha que tem a ver com que ela acha mais importante nessa trajetória: o que acontece dentro da gente, diz, enquanto se prepara para lançar o livro Quando, após três livros terem sido colocados no mercado. Ela disse que sofreu muitas perdas, de pessoas muito próximas, como a amiga Simone, que teve um câncer de pâncreas.
A escritora disse que precisava da linguagem para lidar com a realidade. Foram muitas as mudanças que a levaram a deixar o violão que ganhou do pai ainda criança, até trocar a matemática pela comunicação. O pai erudito e a mãe uma poesia, segundo ela, lidaram com a suas mudanças, que depois de alguns livros escritos parou na palavra engrama, “palavra tão intensa, que se torna um traço de memória para sempre”. A linguagem é a nossa chance de ter saúde, de acabar com essa perturbação.










