A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal vai muito além de uma questão sanitária. A medida surge num momento em que a pecuária brasileira amplia sua presença global e se torna concorrente cada vez mais incômoda para produtores europeus. O episódio reflete uma transformação silenciosa do comércio internacional. Em vez da abertura de mercados prometida durante décadas, cresce a adoção de barreiras técnicas, regulatórias e ambientais que frequentemente funcionam como instrumentos de proteção econômica. Para o Brasil e o ministro da Agricultura, André de Paula (foto: Valter Campanato Agência Brasil), o desafio imediato é atender às exigências impostas e tentar reverter a restrição.










