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Reginaldo Lopes: deputado petista admite “quero governar Minas no futuro” 

Por Paulo César de Oliveira
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Reginaldo Lopes (foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados),

Coordenador da reforma tributária na Câmara, o deputado federal Reginaldo Lopes – PT,  (foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados),  afirma que sua prioridade é disputar a reeleição, embora não esconda a ambição de, futuramente, concorrer ao governo de Minas Gerais. Ele defende que o Partido dos Trabalhadores atue para construir um país fortalecido pela nova estrutura tributária – que favorecerá a reindustrialização – pelo pleno emprego e o aumento da renda per capita. O deputado federal demonstra confiança na reeleição do presidente Lula e em um novo ciclo de desenvolvimento para o país. O PT também definiu pelo nome de Patrus Ananias ao governo de Minas, após várias tentativas.

Por que esta dificuldade do PT em chegar a um nome para concorrer  ao governo de Minas Gerais? Foram meses de hipóteses, espera e recusas.

O campo político do presidente Lula tem candidato ao governo e já definiu Marília Campos como candidata ao Senado. Do outro lado, o campo bolsonarista também precisa definir seu nome. Existem, ainda, as candidaturas de Cleitinho – que caminha para ser uma candidatura independente – do atual governador Mateus Simões, Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo. As convenções vão definir o quadro nas próximas semanas. Uma frente ampla significa estruturar um projeto coletivo para Minas Gerais, e não apenas reunir apoios em torno de uma candidatura definida. O PT buscará diálogo com partidos como PSB, Rede e PSOL.

O seu nome chegou a ser cogitado como candidato ao governo de Minas Gerais. Mas qual é a sua vontade para as próximas eleições e por qual razão?

Meu planejamento é disputar a reeleição para deputado federal, me preparei para isso. Tenho projetos importantes em andamento, especialmente relacionados à regulamentação da reforma tributária, da qual fui coordenador. Também sou autor da proposta que prevê o fim da escala 6×1. Evidentemente, estou à disposição do partido para contribuir onde for necessário, mas meu projeto, hoje, é permanecer na Câmara dos Deputados.

Você coordenou o grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, foi articulador da base do governo e negociou regimes de compensação para estados e municípios. A reforma – que deve ser implementada até 2033, é o legado do seu mandato?

Sem dúvida. A reforma tributária cria um sistema mais transparente, reduz a cumulatividade de impostos e melhora a competitividade da economia brasileira. Ela pode permitir a reindustrialização do país e estimular a produção de bens de maior valor agregado. Agora precisamos acompanhar sua implementação e fazer os ajustes necessários para que alcance seus objetivos.

A partir daí está nos seus planos candidatar-se ao governo de Minas Gerais em uma próxima eleição?

É evidente que eu quero governar Minas, mas eu quero ser candidato e ganhar as eleições. Então, eu quero construir as condições para governar Minas no futuro.

E o presidente Lula, como chega a esta eleição, que condições ele reuniu para o pleito? Um quarto mandato pode vir acompanhado, também, de um certo desgaste: país dividido, acirramento de questões internacionais.

O presidente Lula chega fortalecido pelos resultados econômicos do governo: geração de empregos, crescimento da renda e a retomada da credibilidade do Brasil. Uma disputa novamente polarizada, mas eu apostaria na vitória do presidente, que fez boas reformas e preparou o país com realizações e entregas. Estou convicto de que o presidente Lula conquistará um quarto mandato. Por outro lado,  a candidatura do adversário – do filho do Bolsonaro – não apresenta nenhuma solução para o país, é uma candidatura baseada apenas no recall do pai, no nome Bolsonaro, e que não responde a problemas de transparência envolvendo sua trajetória política.

E qual sua percepção sobre o futuro do Brasil? 

Eu sou muito otimista com o futuro do país, que passa pela reforma tributária – que unificou a legislação sobre bens e serviços em âmbito nacional –  e irá permitir ao Brasil deixar de ser uma república primária, exportadora, para ser uma república de geração de valor agregado, exportadora de bens manufaturados.

Raquel Ayres 

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