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Setor mineral e gestão moderna

O mundo passa por transformações impulsionadas pela pandemia da covid-19. A necessidade de se adequar a essas mudanças tem mobilizado todo o planeta e acontece de forma mais rápida em alguns setores, como é o caso do mineral. Esse é um dos motivos que fez com que o Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindextra) procurasse se modernizar, segundo o presidente executivo da entidade, Luís Márcio Vianna (foto). Uma das metas do sindicato é modernizar a sua gestão.  

Porque as mudanças no Sindiextra 

Nós fizemos uma mudança para nos adaptarmos aos novos tempos. Nós formamos o Conselho Deliberativo, que é composto por 20 executivos, que são os CEOs do nosso universo de representação das empresas de Minas Gerais. Esse conselho é presidido por Fernando Coura, que é o mais experiente dirigente dessa área que a mineração tem. Eu já vinha prestando consultoria ao Fernando nessa área de Relações Institucionais há 10 anos e agora, passei para essa função executiva e fui designado presidente do Conselho, que fica responsável pela política estratégica de representação do setor, a defesa dos interesses do setor. Eu fico encarregado de operar isso. Anteriormente era uma diretoria e agora é um cargo executivo. Tem o Conselho Deliberativo e manteve o Conselho Fiscal, que todo sindicato tem que ter para avaliar as contas.  

Isso significa também uma mudança na comunicação do Sindiextra?  

A comunicação do setor é feita com as empresas associadas. São 99 empresas de vários setores, do minério de ferro a areia e brita, do maior até o menor. Essa comunicação é de cada empresa, cada uma tem a sua comunicação própria e o Sindicato se comunica com o setor com uma comunicação muito dirigida. Nós somos, entre os Sindicatos da Fiemg, talvez o que mais emite circulares informando nosso pessoal de questões normativas, questões políticas, do dia a dia. Nós defendemos os interesses coletivos das empresas associadas.  

A pandemia tem afetado o setor?  

A indústria da mineração é absolutamente essencial, porque sem ela não se trata a água, que é tratada com cal, não se tem alimentos, porque não teria fertilizantes, não teria nada. No primeiro decreto presidencial a indústria da mineração foi considerada essencial. Depois a decisão foi ratificada por uma portaria do Ministério de Minas e Energia. Isso foi por conta de um trabalho feito pela CNI, em Brasília. Nós temos lá um Conselho de Mineração que é presidido pelo Sandro Mabel, presidente da Federação das Indústrias de Goiás, que é muito ativo. Aqui em Minas temos a Fiemg, que é presidida pelo Flávio Rossi, que também é muita ativa nessa área, tanto que nós não temos indústrias fechadas. Toda nossa mineração tem protocolos rigorosos, severos de preservação, desde o ano passado. Nós já fizemos um balanço relatando todas as medidas que a indústria mineral de Minas tomou no ano passado, que é tese que pode se repetir se tivermos algo diferente do que tivemos no primeiro decreto. Nós tivemos poucos casos da doença e isso faz parte do trabalho de saúde que as empresas trabalham junto com seus empregados.  

No setor da construção houve um impulso durante a pandemia. Esse impulso atingiu também as empresas de mineração?  

Se a construção evolui dessa forma, os insumos dela que são areia, brita, cimento, tudo isso é mineral, também evolui. Há um aumento da demanda por esses produtos e isso também é devido ao esforço do governo de colocar dinheiro no bolso do povo, que é doido para bater uma laje nova, é doido para fazer um puxadinho e isso agrega demanda.  

O aumento da taxa Selic, com expectativa de novos aumentos, pode afetar o setor da construção e como consequência o setor mineral. Há uma tendência de que isso ocorra?  

O aumento da Selic é para enfrentar a inflação por causa da pandemia. Nós temos o Plano Real, que tem mais de 20 anos e isso tem que ser preservado no meio dessa guerra que nós defrontamos com ela. O manejo da taxa de juros é importante nessa hora. Passada a pandemia o esforço que se faz para que os financiamentos sejam mais baratos e a economia seja de mundo real é um objetivo que será “reperseguido”.  

Daqui para frente qual é a sua meta?  

Minha meta é operar o Sindicato da maneira mais moderna em termos de gestão, levando em conta as novas medidas que prevalecem no mundo todo. Nós temos os objetivos sustentáveis, nos remete para 2030, que são os objetivos da ONU e temos uma metodologia, que é da governança social e ambiental. Sem elas nós não progredimos no mundo de hoje.

Em relação a economia, o governo está no caminho certo?  

A crise é muito grande. Nós só sabemos da economia quando temos as consequências das medidas. As medidas são teoricamente corretas, vamos ver na prática. 

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