A família Bolsonaro acionou o modo estratégia. A ordem é clara: o PL deve lançar candidatos “puro-sangue” a governador em todos os estados, mesmo ao custo de romper alianças já encaminhadas. Liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (foto: Lula Marques/Agência Brasil), o movimento busca garantir palanques exclusivos e reforçar a marca 22, mirando dois objetivos centrais: impulsionar a bancada federal e povoar o Senado Federal em 2026. A ofensiva pressiona nomes como Tarcísio de Freitas, ameaça acordos em Minas e reorganiza o tabuleiro no Rio. A entrada de Michelle Bolsonaro nas disputas internas completa o quadro. A leitura é pragmática: derrotar Lula não passa só pelo Planalto, mas por um Senado alinhado. É menos improviso ideológico e mais cerco institucional.
A direita afina o plano
Os movimentos recentes indicam menos improviso e mais engenharia política. A oposição de direita deixou de pensar apenas na derrota eleitoral de Lula e passou a mirar o tabuleiro inteiro. A estratégia em montagem combina dois eixos: enfraquecer o Planalto e ocupar, de forma sistemática, os estados e o Senado Federal. O diagnóstico é claro: sem maioria no Senado, qualquer governo vira refém — sobretudo diante de pautas institucionais, indicações e freios ao Supremo. Por isso, a aposta recai sobre candidaturas competitivas, nomes conhecidos, discurso nacionalizado e coordenação entre estados. Menos barulho ideológico, mais cálculo. A direita entendeu que o poder não se vence só no Executivo. Conquista-se por cerco. E o Senado virou a trincheira central dessa guerra fria eleitoral.










