A polarização mudou a lógica do poder: vencer eleições já não garante fôlego para governar. Com disputas acirradas, muitos chefes de Estado assumem sob forte rejeição de quase metade do eleitorado. Esse teto baixo de popularidade se reflete nos parlamentos, trava agendas e encurta a lua de mel dos governos. A urna dá posse, mas não entrega governabilidade. Essa é a chamada crise do incumbentes, que são os políticos ou governantes que já estão no cargo e tentam se manter no poder ou preservar seu grupo político. Em português mais direto: quem está sentado na cadeira. Tarcísio de Freitas (foto: Pablo Jacob/ GSP) é um dos raros políticos que atravessa essa crise sem sobressaltos.










